Beijo de sangue - 1


Diferente do que muitos acreditam, os primeiros seres vivos a surgir no universo não foram formas simples que evoluíram para formas complexas. Não, o cosmos iniciou sua jornada com entidades divinas, titãs colossais, monstros e demônios. Eles foram as primeiras faíscas de vida, espalhados por toda a vastidão do abismo, agora iluminado pelas folhas da imponente Yggdræsil — a árvore que sustenta o próprio universo.
Planetas, estrelas e outros corpos celestes, muitos dos quais confundidos com deuses, eram como simples brinquedos para essas entidades. Eles caminhavam pelo universo primordial como se fosse seu quintal, desbravando o infinito com a mesma facilidade com que se atravessa uma pequena sala.
O primeiro firmamento era um palco vibrante e cheio de vida, preenchido por essa existência poderosa. À primeira vista, parecia ser a perfeita ordem. Cada ser tinha plena consciência de seu propósito, compreendia sua essência e sabia exatamente qual era seu papel no grande tecido da realidade. Porém, como em qualquer história onde há poder, a perfeição foi uma ilusão passageira.
Alguns começaram a desejar mais. Mais poder, mais autoridade, mais controle sobre os outros. Pequenos grupos começaram a se formar, e, com o tempo, esses grupos se expandiram, transformando-se em reinos. À medida que os reinos cresciam, surgiram os impérios, e com eles, as sementes de uma guerra interminável.
O equilíbrio, uma vez inabalável, agora se desintegrava. O que fora um mundo de harmonia e entendimento tornava-se uma arena para ambições desmedidas e batalhas titânicas, onde os deuses, titãs, monstros e demônios lutavam por supremacia.
No princípio de todo o universo, antes mesmo das estrelas que hoje brilham, havia uma história que antecede tudo o que conhecemos. Quando a criação deu seu primeiro suspiro, restou apenas um dos três irmãos: Tæquion. Ao contemplar o vazio que se formava ao seu redor, ele percebeu a necessidade de um poder maior, alguém capaz de moldar a realidade que, agora, surgia do nada.
Zalgharoth, o irmão do meio, Tæquion acreditava que ele havia morrido. Dæmon, por sua vez, sucumbiu a uma tristeza tão profunda quanto o próprio abismo que ele havia criado com aquele golpe devastador, isolando-se para fora do universo, em um exílio autoimposto.
Tæquion sabia que não poderia governar tudo sozinho. O poder concentrado em uma única entidade traria o caos. Ele compreendeu que, para que o universo florescesse, novos seres de grande poder precisariam surgir. Mas havia um problema: o cosmos era vazio, composto apenas de matéria bruta, sem forma ou propósito. Tæquion, com todo o seu poder, não sabia o que fazer com essa vastidão estéril.
Então, surgiu Nix, a primeira de sua espécie, a única capaz de trazer vida a partir do nada. Ela não apenas criou seres vivos, mas lhes concedeu algo ainda mais precioso: o *Ciclo*. O *Ciclo* era o nascimento, a vida, e a morte de todas as coisas. Para Nix, a beleza da existência estava na sua efemeridade. Era o fato de que a vida, ao ser finita, ganhava valor, e o poder de criar e perpetuar esse ciclo era seu presente ao universo.
Nix, ao contrário dos outros seres, não precisava de outro para criar. Ela sozinha possuía a força para gerar novas vidas, sendo a mãe de tudo o que conhecemos. Seus filhos, porém, precisavam uns dos outros para se multiplicar, limitados pelo ciclo que ela mesma lhes concedeu. Essa limitação, na visão de Nix, era o equilíbrio perfeito, onde o poder de criar não se tornava uma arma de domínio, mas uma ferramenta de perpetuação da vida.
Assim, o universo começou a se preencher, não com simples matéria, mas com o pulsar da vida que Nix deu origem, enquanto Tæquion observava, ciente de que, apesar de seu poder, o destino da criação estava, em grande parte, nas mãos de Nix.
Ninguém sabe ao certo quanto tempo passou. Para seres imortais, o tempo é uma medida insignificante, uma noção irrelevante. A vida daqueles que estão abaixo desses seres supremos é limitada, efêmera, enquanto a existência dos deuses só encontra limites em uma coisa: a solidão.
Nix, a deusa da eternidade e da vida, observava tudo. Havia alegria em ver seus amados filhos viverem... e morrerem. Para ela, a morte era apenas uma transformação; suas almas retornavam em outros corpos, em um ciclo eterno. Mas essa alegria não preenchia o vazio dentro dela. A solidão era um fardo pesado, uma responsabilidade que ela carregava sozinha.
Um dia, enquanto estava em seus aposentos — um lugar sagrado onde nenhum outro deus ousava se aproximar — ela ouviu algo inusitado do lado de fora. Um som distinto de batalha. Intrigada, Nix deixou seu refúgio e foi investigar.
O que ela encontrou a deixou perplexa. Diante dela, um deus como ela havia matado outro. O corpo sem vida do deus caído estava no chão, enquanto o homem que o havia derrotado permanecia em pé, imóvel. Nix sentiu a intensidade do momento: a morte pairava no ar, mas, curiosamente, não havia maldade no ato. O deus morto havia claramente desejado aquilo, mas o que mais chamou a atenção de Nix foi o homem. Ele parecia... diferente.
Curiosa, e sentindo um inexplicável fascínio por aquele ser, Nix saiu de seu salão, um lugar além do espaço e do tempo, e se aproximou daquele homem. Ele estava parado, imóvel, em frente ao corpo do deus morto. Nix, com sua habilidade de ocultar sua presença, observou-o sem ser notada. Aquele era o primeiro momento em que ela se permitia interagir diretamente com alguém.
Ela chamou por ele. Nenhuma resposta. Insistiu novamente, mas ele permaneceu em silêncio, como se estivesse completamente alheio ao que acontecia ao seu redor. Foi então que ela percebeu: ele estava dormindo. Dormindo em pé, como se o peso de seu cansaço fosse maior do que o próprio universo.
Confusa, e talvez um pouco intrigada, Nix tocou seu ombro. Aquele toque, suave como o vento, desestabilizou o homem. Ele caiu no chão com um estrondo, como se uma montanha houvesse desabado. O impacto reverberou pelo chão, surpreendendo Nix. Como algo aparentemente tão comum poderia carregar tanto peso?
Ela se agachou e o observou mais de perto. Diferente dos outros deuses, seu corpo era marcado por cicatrizes. Marcas de batalhas antigas, cicatrizes que haviam se fechado sozinhas. Ele tinha lutado... muito. O cansaço em seus olhos revelava um passado de conflitos intermináveis, e agora, ele estava ali, exausto.
Com um gesto gracioso, Nix usou seu poder para mover o chão e levar o homem até sua morada. Havia algo nele que a atraía, algo que ela não entendia completamente. Talvez fosse a solidão que reconhecia naqueles olhos fechados, o peso de uma vida de batalhas que ressoava com sua própria solidão eterna. Pela primeira vez, ela encontrou alguém que carregava fardos que ela compreendia... e, sem saber por que, ela decidiu mantê-lo ao seu lado.
Quando o homem abriu os olhos, percebeu que estava sendo cuidado. Era algo estranho para ele. Pela primeira vez em tanto tempo, ele encontrou alguém que não estava tentando matá-lo. Diante dele, Nix, a deusa da eternidade, usava seus poderes para curar suas cicatrizes. A luz suave que emanava de suas mãos parecia aliviar a dor acumulada de incontáveis batalhas.
No entanto, quando as mãos dela se aproximaram demais de seu corpo, seu instinto tomou o controle. Ele agarrou o pulso dela, pensando que seria mais um ataque. O toque era firme, defensivo. Nix, por sua vez, não se alterou. Calmamente, com uma sutileza divina, ela usou a outra mão para segurar o pulso dele. Sem esforço aparente, e com uma força impressionante, ela o fez soltar.
Ele recuou ligeiramente, surpreso. Como uma figura tão delicada podia ter tanta força? Ela era pequena, mas o poder que emanava de sua presença era avassalador.
Um silêncio tenso tomou conta do ambiente por alguns momentos. Nix interrompeu o feitiço de cura e, com a voz serena, fez suas perguntas. Queria saber seu nome, de onde ele viera, por que estava ali, e quantos deuses ele já havia matado antes de chegar até ela.
O homem hesitou. Parecia pesar suas palavras, como se cada resposta carregasse o peso de sua própria existência. Depois de um breve momento, respondeu apenas uma parte: *"Já matei muitos."*
Ela continuou, agora mais focada. Não insistiu em saber sua origem ou seus motivos, apenas fez uma pergunta simples, mas carregada de expectativa: *"Qual é o seu nome?"*
Ele a observou por um instante, talvez surpreso pela sua persistência. Havia algo nela que era diferente, algo que o fazia querer responder, mesmo que seu instinto fosse se proteger. Em um tom baixo, quase como se não acreditasse que isso importaria para ela, ele finalmente falou: *"Dæmon... meu nome é Dæmon."*
Ele não esperava que ela soubesse quem ele era. Afinal, ele sequer existia naquele universo.
Nix franziu a testa por alguns segundos, como se estivesse se lembrando de algo há muito tempo esquecido. Então, com um sorriso leve, ela murmurou: *"Ah, sim... o mais novo da grande Trindade anterior a mim. É um prazer finalmente conhecer meu..."* — ela pausou, escolhendo cuidadosamente a palavra — *"Thæl'cor."*
A palavra que ela pronunciou era antiga, no dialeto arcano *Firuon*, uma palavra que carregava o significado de “superior”, mas com um toque de respeito, quase como um discípulo falando de um mentor. Era um título com profundo significado.
*"...você é maior do que eu pensava,"* completou ela, com um olhar de leve admiração.
Dæmon ficou imóvel por um instante. O choque percorreu sua mente como uma onda silenciosa. Ela sabia exatamente quem ele era. Não era uma deusa comum. Ela, Nix, a própria origem da vida, conhecia seu nome, sua história. Ele logo entendeu que, sendo a fonte da vida, ela sabia quem era cada ser que respirava abaixo dos céus. Não havia segredos para ela.
Enquanto Dæmon tentava processar aquilo, sentiu o toque delicado de Nix em seu corpo, seus dedos agora massageando suavemente um dos cortes profundos em seu torso, deixado pela última batalha. A suavidade do toque contrastava com as duras cicatrizes que cobriam sua pele. Ele não estava acostumado a receber cuidado... e isso o deixou ligeiramente desconcertado, sem saber como reagir.
Aquele gesto silencioso dizia muito mais do que qualquer palavra poderia transmitir.
Muito tempo havia se passado desde que Dæmon se encontrou pela primeira vez nos cuidados de Nix. Apesar de sua força e poder, ele não tinha permissão para deixar o palácio dela. Nix era firme em sua decisão. Ela dizia que, se ele saísse de novo, acabaria se machucando mais uma vez. Dæmon, que nunca havia experimentado um verdadeiro cuidado, se sentia perplexo. Afinal, seu próprio irmão mais velho, Tæquion, nunca havia demonstrado o menor interesse por sua existência. Quando Dæmon se exilou, ninguém o procurou. E agora, uma deusa com a responsabilidade de sustentar toda a vida no universo estava se preocupando com ele — um deus sem título, sem glória.
Ele não sabia como reagir. Era como se ele tivesse perdido a capacidade de andar sozinho, a lógica de sua existência desmoronada sob o peso de tantas rejeições. *"Como devo agir agora que alguém se importa?"*, ele se perguntava em silêncio, acompanhando Nix em seus passeios pelo vasto palácio.
Com o tempo, algo sutil começou a mudar. Nix foi ganhando, lentamente, a confiança de Dæmon. Isso não aconteceu rapidamente, é claro. Afinal, o que se poderia esperar de um ser cuja existência havia sido marcada apenas por decepções e desprezos? Mas, aos poucos, ele começou a baixar suas defesas.
Sem perceber, Dæmon começou a ver algo que Nix sempre admirava nos seres menores: a capacidade de se conectar, de sentir, de transmitir o que suas almas carregavam. Ele, um deus exilado, acostumado à solidão, viu-se cativado. A admiração que sentia por Nix se transformou em algo mais profundo, algo que ele não havia esperado: ele se viu apaixonado por ela.
Dæmon sabia. Ele sabia que Nix também estava ciente do que ele sentia. Como alguém que, em teoria, não poderia ser parado por nada, agora se via encurralado? Ele sequer conseguia organizar seus pensamentos. As emoções eram confusas, e expressá-las com palavras ou gestos parecia impossível. A situação ficava ainda mais angustiante porque ele sabia que ela tinha total ciência do que se passava dentro dele — tanto em sua mente quanto em seu coração. E, no entanto, sempre que ele olhava para ela, não via uma expressão que pedisse explicações. Pelo contrário, ela agia como se estivesse fingindo não saber.
A cada dia que passava, a ansiedade de Dæmon crescia. Até que, certa noite, ele não voltou para o palácio. Nix, assim que notou sua ausência, tentou localizá-lo com seus poderes. Para sua surpresa, pela primeira vez, não conseguiu vê-lo. O alarme soou em sua mente. Nada, absolutamente nada, escapava de seu olhar. Preocupada, saiu rapidamente do palácio e o encontrou ao pé da escada.
Ela se aproximou dele, tentando disfarçar o leve desconcerto que sentia por ter ficado alarmada à toa. Sentando-se ao lado de Dæmon, ele a olhou e, com um leve sorriso, perguntou:
*"Por que você ficou tão assustada?"*
Nix explicou que não havia conseguido encontrá-lo em suas visões, o que a preocupou. Ele sorriu novamente, dessa vez com uma tranquilidade que a desarmou:
*"Mas por que me procurar, se eu sempre vou estar aqui?"*
Aquela frase simples carregava um peso imenso. Nix, pela primeira vez em sua vida eterna, ficou sem palavras. Ela sabia dos sentimentos que ele nutria por ela, e agora aquela frase ressoava dentro de si de uma maneira que ela jamais imaginara. Seu coração... pulsava. Um brilho roxo acendeu-se em seus olhos e no centro de seu peito. Ela tentou esconder aquilo, confusa, pois algo assim nunca havia acontecido antes.
Dæmon, percebendo seu desconcerto, tentou acalmá-la. Ele sabia bem como era experimentar uma sensação desconhecida. Com um tom suave, ele perguntou:
*"Por que está tão assustada?"*
Nix, ainda confusa, sentiu seu coração bater ainda mais rápido. Em um tom de desespero, ela exclamou:
*"Meu coração... por que ele está acelerado?!"*
Dæmon respondeu com serenidade:
"*O que você sente? O que deseja?"*
Nix, que jamais havia precisado mentir ou esconder seus sentimentos, soltou a verdade de maneira quase involuntária:
*"Você."*
Logo em seguida, ela cobriu a boca com as mãos, atônita com sua própria resposta. O silêncio pesou no ar.
Dæmon esboçou um sorriso leve. Aproximando-se lentamente, ele pegou sua mão com gentileza, sem querer assustá-la ainda mais.
"Posso tê-la, da mesma maneira que você quer me ter?"
Nix, incapaz de falar, apenas concordou com a cabeça. Seus corações batiam em sintonia.
Eles se aproximaram.
O primeiro Beijo, de muitas eras.
Os afazeres de uma deusa jamais cessam.
Nix, guardiã da vida, das tramas do tempo e do fim inevitável, carregava o ciclo eterno em cada respiração. Sua existência era costurada em deveres e decisões — uma dança contínua entre começos e despedidas.
Dæmon, por outro lado, vagava. Um deus sem trono, sem âncora, sem interesse em reger qualquer conceito, mesmo tendo um poder que rivalizava com o de Tæquion. Desde o exílio, optara por não se prender a nenhum nome, nem destino.
Entre os dois, havia uma dualidade silenciosa.
Nix, com sua ternura discreta, tentava entregar a Dæmon algo que ele nunca buscou: propósito. Um papel, uma razão, mesmo que pequena, para que ele não se perdesse em sua própria ausência.
Dæmon, sem jamais pedir nada, buscava arrancar de Nix uma parte do fardo que ela carregava. Queria que ela respirasse fora do peso dos ciclos, mesmo que por um instante.
Eles não compreendiam por completo o que o outro fazia... mas sabiam: um pertencia à presença do outro.
Em um instante raro de pausa, Nix comentou — com aquele meio sorriso quebrado pelo cansaço — que, apesar de ter criado a própria vida, era ali, ao lado dele, que ela se sentia verdadeiramente viva.
Dæmon não respondeu com palavras.
Ele raramente falava.
Mas se aproximou, e com um único gesto — um beijo — respondeu o que não se diz.
Para quem raramente fala, aquilo dizia tudo.
Ambos:
"Foi um amor tão inesperado, daqueles que prende a gente, como um poder que solta
Daqueles Que amarram sem correntes..."
Ambos:
"A gente se encontrou..."
Nix:
"Entre monstros e ruínas..."
Dæmon:
"Nosso assuntos tem valor, só quero me tornar certo.
Conversamos sobre amor e sobre guiar o universo."
Nix:
"Sobre como toda essa vida... Fica tão quieta
de noite..."
Dæmon:
"É que você brilha— como se sentissem você chegando."
Nix:
"São visões que vem de nossos corações,
Sentimentos que, contra tudo,
Criam Guardiãs...
de Guardiões,
Apesar do fluxo ser cruel."
Dæmon:
"Como todo deus rebelde já me perguntei."
Quem eu sou?
" E quem um dia eu vou ser... "
Nix:
"E quem mais seria?"
Dæmon:
" Já deixei esse ódio muito tempo dentro de mim, foi por amor e foi nesse mesmo amor que na sua Luz pude renascer. "
Nix:
"Renascer..."
Dæmon:
"Sua voz que eu escutava sempre, dizendo na minha mente, que um dia seria diferente, o momento de Lutar.
Nix:
"Jurei fazer o bem.
Encontrei minha razão pra lutar.
Me tornei mais que deusa — uma esperança estelar."
Ambos:
"Queremos existir, apenas.
Leves. Como como penas.
Você iluminou o lado onde nunca nasceu o sol.
Me fez ser, mais do que um deus...
Eu sei que quase tudo, quase tudo
Só deu certo porque ainda estamos juntos."
Dæmon:
Não tem Monstro grande demais
Nix:
Para nós.
Dæmon:
E mesmo se eu estiver perdido, ainda vou conseguir escutar.
Nix:
Sua voz.
Dæmon:
Você sempre me encontra mesmo em outros mundos
Nix:
Temos a eternidade mas eu não quero perder nenhum segundo.
Ambos:
Então me abraça, que nós vamos dançar.
Nix:
"Queremos existir, apenas.
Leves. Como como penas.
Dæmon:
Você iluminou o lado onde nunca nasceu o sol.
Me fez ser, mais do que um deus...
Nix:
Eu sei que quase tudo, quase tudo
Só deu certo porque ainda estamos juntos."
Dæmon:
"E, amor... mesmo sem você saber,
Eu tirei a escuridão que existia em você
Trouxe para dentro de mim.
Achei que seria meu fim.
Talvez eu tenha me tornado algo ruim...
Mas talvez o silêncio seja o único lugar seguro pra mim."
Nix:
"Não vou te abandonar na escuridão.
Te encontrarei, seja qual for o tempo, a dimensão.
" Prometo trazer a luz e purificar seu coração ".
Nix:
"Sair dessa escuridão."
( Silêncio )
" Juntos. "
